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Universidade Federal de Roraima

O curso de Letras Libras da UFRR criou o projeto “Rede de colaboradores: acessibilidade à comunidade surda em tempos de pandemia” com o objetivo de divulgar, mediar e orientar a comunidade surda a respeito das informações sobre a pandemia do Covid-19.

O projeto também prevê orientações sobre os direitos sociais da comunidade surda, traduzidos por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e da Língua de Sinas Venezuelana (LSV). O projeto compõe o Programa "UFRR no apoio ao enfrentamento à pandemia provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)", criado este ano para apoiar e reunir projetos na temática, potencializando suas atividades.  

A coordenadora do projeto, Thaisy Bentes, esclarece que a ideia é criar uma rede de serviços de tradução e interpretação de língua de sinais para a comunidade surda residente em Roraima e estimular a prática de interpretação da Libras e SVS. “A rede de colaboração para serviços de interpretação ajudará a comunidade surda durante a pandemia do coronavírus, proporcionando a acessibilidade dessa comunidade à informação por meio dos intérpretes em formação”, pontuou. 

A iniciativa surgiu por meio da parceria que o curso Letras Libras da UFRR com a Pastoral do Surdo, por meio do estágio supervisionado em tradução e interpretação de Libras/português. A pastoral desenvolve ações de interpretação remota e, de acordo com coordenadora, “decidimos apoiar e buscar parceria com a associação de surdos de Roraima para ampliar os atendimentos”, lembrou.

O fenômeno da pandemia, por vezes, é de difícil compreensão, uma vez que exige necessidade de isolamento, fechamento de estabelecimentos e a necessidade de uma nova organização da vida. “É preciso considerar que as informações midiáticas não chegam da mesma forma para todos, incluindo as orientações sobre preenchimento de cadastros sociais para obtenção de benefícios”, ressaltou a coordenadora.

Quanto à relevância social e acadêmica, a coordenadora explica que o projeto proporciona à comunidade surda acesso à informação, comunicação e auxílio em suas necessidades geradas pela conjuntura atual. As orientações abrangem desde informações básicas a respeito da prevenção e sintomas da Covid-19.

Thaisy Bentes esclarece ainda que o projeto proporcionará aos acadêmicos o aprimoramento e a versatilidade da prática de interpretação da Língua de Sinais nos mais variados contextos em nível etário, cultural, social. “O projeto prepara o futuro profissional intérprete para o campo de trabalho em rede virtual na era da comunicação digital”, acrescentou.

Os bolsistas contribuem no atendimento online, por vídeo chamada ou vídeo conferência, bem como em outras mídias como aplicativos de mensagens (WhatsApp) e redes sociais como Instagram, Facebook, etc. Também produzem e divulgam material eletrônico para surdos brasileiros usuários da Libras que tem como segunda língua o português escrito e surdos venezuelanos usuários da LSV que tem como segunda língua o espanhol escrito. “Esperamos atender as necessidades informacionais de surdos brasileiros e migrantes/refugiados venezuelanos, visando amenizar os impactos negativos durante o período da pandemia do coronavírus, além de contribuir para a valorização das comunidades e as experiências de tradução dos bolsistas/colaboradores. É importante a promoção de futuras ações que ampliem o acesso da comunidade surda a todos os âmbitos da comunicação social.”, finalizou.

 

Veja como solicitar o serviço?

Os serviços podem ser solicitados pelo número (95) 99119-6787  (Derly Rodrigues).

1) A solicitação será agendada e encaminhada a um bolsista e/ou colaborador para atendimento.

2) Serviços de interpretação em locais públicos precisam ser solicitados com no mínimo dois dias de antecedência.

2) Serviços de auxílios em gerais (auxílio emergencial, carteira de trabalho digital, currículo vitae, documentos de refúgio, etc) serão incluídos na agenda para pronto atendimento.

4) Qualquer surdo do Estado pode solicitar os serviços de tradução e interpretação remota.

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